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junho 19, 2007

XIII

Quando o mundo estava a desabar defini para mim 3 objectivos para cumprir a médio prazo.
Passados estes meses orgulho-me de dizer que os 3 objectivos estão cumpridos e dou graças à minha força interior ter conseguido ultrapassar os problemas.
Presunção? Não sei se será mas sei que não são todas as costas que aguentam os embates que tenho levado.
Mas se tenho força é porque estou rodeada dos melhores.
Em tempos alguém disse: "Fecha-se a porta mas abre-se sempre uma janela".
A mim fecharam-me uma porta mas abriu-se o portão grande.
Bem hajam.

22 de fevereiro de 2007

XII

Não creio que alguma vez na vida tenha queimado tantos papéis.

Ultimamente tenho usado algum do pouco tempo livre de que disponho, para ver gavetas onde, ao longo do anos, tenho juntado papéis que nunca quis deitar fora por julgar alguma vez vir a necessitar deles.
Papéis que se vão acumulando ao longo dos tempos.
Ontem, acendi a lareira enquanto os pequenos faziam os trabalhos de casa.
Como tinha algum tempo, pois cheguei relativamente cedo a casa, e ainda antes de me preocupar com o jantar decidi, ao olhar para aquele fogo recém aceso, que estava na altura de queimar alguns papéis.
Fui buscar duas gavetas e deitei no chão na sala aquela papelada toda.
Recibos, facturas, receitas de culinária, instruções de electrodomésticos, moradas e números de telefone que não faço ideia de quem sejam. Estes arrumeio-os numa das gavetas que estava agora vazia.
Encontrei também recordações, momentos, episódios, esquissos e resquicios de uma vida que já passou.
Cartas, despachos e deliberações.
Sentada no chão vi-me rodeada por demonstrações de verdade das mentiras que se contaram, algumas que se contam ainda, muitas verdades que ficaram por contar.
"Que faço com tudo isto?", pensei.
Sem hesitar rasguei tudo e deitei para a lareira. Fiquei alguns minutos a ver o fogo apagar aqueles momentos.
Joguei para trás das costas qualquer sentimento de revolta ou mágoa que ainda pudesse existir.
Assim coloquei um ponto final num assunto que julguei já estar encerrado pois não me recordava que ainda existiam papéis que muito demonstravam.
Com esta atitude senti um impulso enorme de ter evoluído bastante interiormente.

13 de Fevereiro de 2007

XI

No seguimento do anterior post "À Luz dos Dias" é imperioso escrever um pouco mais sobre mim nesta altura.
Ao longo de 10 posts onde descrevi uma fase da minha vida referi que seguir-se-iam alguns passos importantes para poder dar a volta por cima da situação complicada em que me via.
Miguel Torga continua a ser meu parceiro de lutas e ensinou-me:"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade". É um ensinamento que faz de mim a mulher que sou hoje e passo a passo, com calma e tranqulidade tenho seguido o meu caminho.
Os horizontes estão agora mais claros, o ar é mais puro, verdadeiro e fácil de respirar e a vida está a brindar-me com momentos maravilhosos.
Realmente, há mudanças na vida que, apesar de no momento nos fazerem sofrer muito, não acontecem por acaso.

5 de Fevereiro de 2007

X

Ao longo de dois meses escrevi aqui no Aliciante, sob o título de "À luz dos dias", o que estava a acontecer na minha vida e entendi por bem, ao longo de 9 posts revelar aquilo que quase ninguém sabia.
E porque o que aqui vou escrever hoje é de tremenda importância para mim, aqui deixo os links para que cronologicamente se perceba como se chega ao episódio 10 daquilo que eu desejava ter sido uma novela daquelas que vemos, quando nos apetece, na televisão.
Mas não é uma telenovela.
É a minha vida, que é bem real, e hoje muitos tiveram a oportunidade de testemunhar o quão difícil é viver na minha pele.

Ninguém tem noção do quanto muda a vida de uma pessoa quando de um momento para o outro se vê sem emprego.
A injustiça e frustração que se sente, aliada ao ter que resolver questões como a venda da casa, arranjar outro emprego, manter a estabilidade dos filhos para que eles nunca sintam nada do que se está passar, não é tarefa fácil.
Ainda no rol se junta o facto de se estar a todo o momento a aguardar um telefonema daqueles por quem nutríamos um respeito e amizade ímpares. Alguns ligaram, apareceram, deram abraços e palavras de conforto e se disponibilizaram para ajudar, outros perderam a oportunidade que não mais terão.
A maior parte das pessoas com quem falei sobre o que me estavam a fazer admiraram-se da minha calma aparente e tranquilidade com que enfrentei toda a esta situação.
Acho que na vida há momentos e oportunidades únicas e o tempo para eu tomar uma posição e colocar questões foi na noite passada (25 de Setembro) em que na Assembleia Municipal perguntei ao Presidente da Câmara porque razão me destituiu dos meus cargos e funções logo no dia da tomada de posse e em que critérios ou informações se baseou para tomar tal atitude.
A falta de resposta, por parte do Presidente, apesar de questionado duas vezes por mim, e que todos testemunham, foi ridícula mas a suficiente.
Hoje fecha-se uma etapa.
Hoje fecho atrás das costas uma porta.
À minha frente tenho um sem número de oportunidades que vou agarrar para continuar a dar aos meus filhos uma educação da qual me tenho conseguido sempre orgulhar.
Alguém me disse que os filhos todos se criam mas educar não é para todos.
A vida continua.

26 de Setembro de 2006

IX

"...há 3 coisas que tenho que fazer a curto prazo."

Uma já está!
Felizmente há ciclos que são muitos curtos.

19 de Setembro 2006

VIII

Estou farta de filhos da mãe.
Mas tenho que aprender a viver com eles porquê?
Não tenho feitio para isso.
Apesar de vivermos em sociedade eu recuso-me a pertencer a uma geração que se cala, que se acomoda e que não luta por um mundo melhor.
Enquanto tiver força na voz e nos braços denunciarei e serei uma sombra naqueles que quiseram jogar um jogo em que as regras foram ditadas unicamente por eles. Um jogo injusto e sujo.
Não permitirei isso.
Jogarei limpo e olhando na cara que é coisa que ninguém consegue fazer comigo.
Jogarei olhos nos olhos para que saibam que todas as acções têm consequências.
Não perdoo nem desculpo nenhum daqueles que não olhou a meios para atingir um fim, sem medir as consequências e sem pesar que não sou apenas eu a prejudicada.
Estas palavras tinha que as escrever e deixar bem claro que, daqui a algum tempo (pouco), quando as coisas forem tomando o seu devido rumo, não adianta tentarem desculpar atitudes que não têm perdão.

17 de Agosto de 2006

VII

O que se sente quando sem esperar e de um momento para o outro tudo desaparece?
A estabilidade dá-me tranquilidade e é assim que pretendo educar os meus filhos.

Tudo estava bem.
Tinha o meu trabalho, que sempre desempenhei com dedicação e com garra.
Tinha uma vida familiar estável e tinha os meus amigos, em especial um. Aquele amigo que sempre me apoiou e acompanhou, aquele amigo a quem ajudei e trouxe para junto de mim assim que pude.
De repente, e sem esperar, instala-se mau ambiente no trabalho. Um ambiente pesado e cheio de mistérios e segredos. Começo a reparar em mexidas no computador, nas gavetas, oiço conversas no ar e começo a questionar sem obter respostas.
O ambiente torna-se cada vez mais pesado à medida que os dias vão passando.
Nunca lidei mal em maus ambientes. Talvez seja por isso que tenham chegado ao ponto extremo de não me renovarem o contrato. Seria que o objectivo era que fossem criadas condições para que eu me sentisse mal e saísse por vontade própria? Mas a imaturidade e falta de “calo no cu” nunca lhes deu para pensar que eu sou um osso duro de roer quando me sei com a razão e que preciso do emprego porque crio sozinha dois filhos.
Das conversas que apanho no ar, fico a saber que o então Presidente e meu ex-companheiro estava a chamar os meus colegas ao seu gabinete.
Todos disseram que eu estava a passar informações à oposição, neste caso ao PSD. A acusação era simples de se fazer pois o meu namorado estava na lista candidata à Assembleia Municipal pelo PSD. Nunca fui chamada para me defender, nunca me fizeram acusações directamente e cada vez que os confrontava com o mau ambiente instalado, nunca me disseram as razões.
Deixaram de me olhar directamente nos olhos. A vida ensinou-me a interpretar os sinais emitidos pelo ser humano.
Sei agora que foram os ciúmes e uma ganância enorme de subir na vida que fizeram o meu melhor amigo unir-se ao ressabiado do meu ex-companheiro com o intuito de me prejudicarem.
Esta atitude cegou-os de tal forma que nem mediram as consequências que se farão sentir em todas as direcções. Aliado a esse ódio, destilado sobre mim por essas duas inqualificáveis personagens, surgiram ainda as palavras de um mentiroso compulsivo, que de tal forma idiota, nem se apercebe das mentiras que diz, lançadas sobre mim, aquela de quem sempre sentiram inveja e ciúmes, vá-se lá saber porquê.
Mas tão culpados são estes como a entidade máxima, que demonstra uma total ignorância tanto pela realidade como pela personalidade de quem o rodeia.
A curto prazo tudo se resolve.
O profissionalismo não tem, presentemente e para aqueles actores, qualquer valor.
É lamentável que assim seja, mas é a verdade.
Sempre me abstive de dizer seja o que for sobre a minha cidade.
Mas a crueldade que me fizeram foi tal que vou, a partir de agora, dizer tudo, mas mesmo tudo, o que penso e que sei.
Não é vingança, é justiça.
A verdade é também esta: enquanto uns colocam o nº de telemóvel de serviço nas portas das casas de banho públicas e vagueiam sozinhos à noite à espera de um telefonema e outros vivem imaginando-se com 20 anos de idade mas adormecendo com o peso da frustração, eu, todas as noites, quando deito os meus filhos, recebo um abraço terno e oiço um “amo-te muito mamã”, que me faz sentir preenchida e com a certeza de que a verdade tem que prevalecer.

7 de Agosto de 2006

VI

O que sinto neste momento?
Não é fácil explicar.
A revolta que senti no início de todo este processo transformou-se numa enorme tranquilidade.
A injustiça sempre me revoltou e deixou-me, por muito tempo, angustiada.
Mas sentia-me estagnada ou a regredir neste meu processo de amadurecimento a tentar encontrar as razões para que tudo isto me estivesse a acontecer.
Parei de tentar perceber a cabeça dos outros quando comecei a descobrir as verdadeiras motivações.

Hoje sinto-me tranquila e com as etapas bem marcadas.
Sei que há 3 coisas que tenho que fazer a curto prazo.
E é isso que vou fazer calmamente.
Uma de cada vez.

2 de Agosto 2006

V

Profissionalmente nunca ninguém me apontou o dedo.
Todas as pessoas, entidades e organismos com quem trabalhei directamente e até mesmo os técnicos desta casa nada têm a apontar no ponto de vista profissional ao meu desempenho ao longo destes quase 5 anos que aqui trabalhei.
Dei sempre resposta a todas as solicitações que me foram feitas. Aliás, ainda hoje, mantenho contactos, que deixaram de ser estritamente profissionais para se tornarem de amizade com um sem número de pessoas que passaram por esta cidade por altura desta ou daquela iniciativa e que por alguma razão necessitaram do nosso apoio logístico.
Recordo-me de algumas iniciativas, tal como as cerimónias oficiais do Dia de Portugal que decorreram aqui em Beja, seguidas de uma presidência aberta por todo o distrito, a inauguração do Polis, entre outras em que o meu profissionalismo esteve aos olhos de todos e inclusivamente fui elogiada publicamente por muitos, principalmente por aquele que deixou de herança para o novo executivo aquilo que ele nunca teve coragem de fazer.
Lamento que o processo tenha sido este.
Lamento que, de um momento para o outro, eu sou acusada de ser do PSD porque o meu namorado é deputado municipal eleito por essa lista. Como se eu não tivesse já dado provas de que não sou mulher para me deixar influenciar. Tal como anteriormente nunca ninguém me viu em nenhum comício do PCP. Pode ser que à terceira acertem de vez.
A ética e o bom senso é linguagem que nem toda a gente entende.
Sou uma jornalista com carteira profissional e desde o primeiro momento em que comecei a exercer funções de assessora de imprensa entreguei a minha carteira profissional na Comissão da Carteira Profissional de Jornalista. Segui escrupulosamente um código que impingi a mim mesma que foi o de respeitar a deontologia de todos os jornalistas e nunca me vinculei a nenhum partido político.
O que mais lamento é que os ciúmes de um indivíduo sem escrúpulos e a inveja de um sem carácter tenham tido seguidores ao ponto de não ter existido ninguém com humanidade suficiente para ver a tremenda injustiça que se está a fazer. Tanto que mais que até podia ter tomado outras medidas, tal como alteraram o contrato e vencimento para o ordenado mínimo nacional ou até mudarem as minhas funções para telefonista no Canil Municipal mas nunca um corte radical e com as razões ridículas que me apresentaram e logo a mim que conheço esta casa por dentro e por fora, pois é do conhecimento geral que crio sozinha dois filhos.
É lamentável que se tenha chegado a este ponto e que a imaturidade de quem manda tenha sido tão cega.
Mas paciente é coisa que sei ser e vou seguir a minha vida com a tranquilidade que consegui alcançar. Nunca precisei de prejudicar ninguém para alcançar seja o que for. Orgulho-me de dar passos livres de amarras.
A incompetência de alguns dos que cá ficam será suficiente para provar a razão das minhas palavras.

1 de Agosto 2006

IV

Não há nada como:

Ser mãe e saber que os meus filhos se sentem seguros e calmos;
Ter uma família a quem não tenho que esconder nada e que sempre me apoiou;
Ter a reciprocidade de um amor;
Ter com quem sair, falar, rir ou chorar;
Procurar a solidão quando dela preciso e não viver unicamente dela;
Ter a razão do meu lado;
Dormir tranquilamente e passear na rua sem medo;
Saber aquilo que quero e saber principalmente com quem posso contar.

31 de Julho de 2006

III

Os efeitos colaterais da tomada de decisão passam por saber se era verdadeiro o mundo onde eu vivia.
Se os abraços, as festas, os passeios de fim-de-semana, se os presentes e se a amizade era realmente verdadeira.
Tive inúmeras demonstrações de amizade e cumplicidade. Amigos de uma vida com quem partilhamos tudo e de quem não nos conseguimos separar. Amigos daqueles que nos agradecem por eu ter melhorado o relacionamento deles com esta ou aquela pessoa. Amigos que nos confiam segredos que guardamos mesmo quando nos traem. Amigos que pensamos serem verdadeiros quando lhes confidenciamos as nossa fragilidades. Amigos a quem ajudamos sem querer nada em troca.
Quando decidi destruir o castelo de cristal dei-me conta que os estilhaços dos vidros que caíam como facas sobre o meu peito eram as traições e o virar de costas daqueles que sempre imaginei serem meu amigos.
Bastou eu decidir para que logo me censurassem e criticassem.
Bastou ausentar-me uma semana de férias para que influenciassem aquele que eu tinha mais próximo e tê-lo do outro lado da barricada, prepará-lo e enfurecê-lo como se faz aos touros na arena para que se desse inicio a uma guerra injusta que eu nunca lutei ou quis lutar.
Uma guerra injusta porque nunca tive forma de me defender e até mesmo aqueles que me podiam defender, pois conhecem a minha personalidade e forma de ser, nunca o fizeram.
Estas demonstrações de mesquinhez e falta de carácter não mudaram a minha maneira de ser. Mudaram sim a minha forma de estar perante determinadas situações.
Fizeram-me crescer como pessoa e é um sentimento agradável saber-me bem diferente deles. Mesmo quando lidávamos critiquei determinadas situações. Por exemplo, nunca tolerei que se falasse mal desta ou daquela pessoa na minha frente. Por ser assim chamavam-me convencida. Mas era convencida mesmo que eu estava de que eles faziam isso quando eu virava as costas.
Cada vez mais acredito que o facto de me livrar desse castelo para sempre faz de mim uma melhor pessoa, livre desse veneno que mina os ouvidos e tapa os olhos àqueles que nele vivem.

31 de Julho de 2006

II

Há algum tempo atrás (pouco mais de dois anos) passei pela pior fase da minha vida.
Descobri que estava mesmo no fundo de um túnel quando a dada altura ao entrar na casa de banho desviei o olhar para não me ver reflectida no espelho.
Não gostava daquela minha imagem, não que fisicamente houvesse alguma alteração, mas era a pessoa em que me estava a transformar que eu não gostava.
Fixei os punhos na bacia e frente ao espelho verifiquei que aquela mulher que a cada dia que passava se anulava mais, acomodada a constantes infidelidades de carácter não era a mesma mulher firme e decidida que sempre fora.
Pensei que teria que tomar uma decisão. A decisão de não deixar que ninguém anulasse a mulher que sempre tinha sido.
Tinha duas opções: ou continuava a viver num castelo de cristal onde a imagem vista pelo exterior era a de um conto de fadas mas um pesadelo no seu interior ou tomava a decisão de desmoronar esse castelo e correr o risco de me ferir com os estilhaços mas ir atrás daquilo que sempre acreditei existir: num amor verdadeiro, de total entrega, honestidade e reciprocidade.
Fui avisada, olhos nos olhos, de que se tentasse desmoronar o castelo iria pagar caro, pois perderia tudo, desde os amigos ao emprego, e até a minha situação financeira iria ficar caótica. Ou seja, iria viver momentos terríveis.
Ou então, como alternativa, continuaria a viver naquele castelo de cristal, sendo um bibelot para ser mostrada e admirada na rua.
Momentos terríveis foram os que vivi frente ao espelho nessa altura.
Eu sabia as repercussões que a minha decisão iria ter, aliás eu fui avisada, olhos nos olhos como atrás referi, mas decidi em consciência.
Os meus filhos foram os primeiros a ter conhecimento da minha decisão e a resposta deles está para sempre gravada na minha memória: “Mamã, agora és toda só para nós?”

O momento da decisão sempre foi o mais importante para mim.
Quando decido é porque já tenho tudo muito bem pensado e ponderado e já fiz uma avaliação a longo prazo sobre as vantagens e as desvantagens da minha decisão. Os meus filhos foram os que mais me impulsionaram a decidir assim, tanto mais que presentemente sei que se a minha decisão tivesse sido outra, hoje eles cobrar-me-iam isso pois eu não estaria feliz.

31 de Julho de 2006

I

É quase impossível encontrar palavras que descrevam uma alma.
Espelhar num conjunto de letras aquilo que se sente é um desafio que propus a mim mesma.
Não sei quando vai terminar, nem sei como vai decorrer, mas serão, com certeza, uma série de posts que aqui vou publicar com aquilo que me vai na alma.
Sem medo ou receio de me revelar demasiado, pois se assim não fosse seria porque não me orgulharia da pessoa que sou.
Será uma escrita limpa e clara.
Atenção: não vou contar episódios de uma novela nem revelar segredos, vou sim falar de sentimentos, os meus sentimentos

31 de Julho de 2006