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V

Profissionalmente nunca ninguém me apontou o dedo.
Todas as pessoas, entidades e organismos com quem trabalhei directamente e até mesmo os técnicos desta casa nada têm a apontar no ponto de vista profissional ao meu desempenho ao longo destes quase 5 anos que aqui trabalhei.
Dei sempre resposta a todas as solicitações que me foram feitas. Aliás, ainda hoje, mantenho contactos, que deixaram de ser estritamente profissionais para se tornarem de amizade com um sem número de pessoas que passaram por esta cidade por altura desta ou daquela iniciativa e que por alguma razão necessitaram do nosso apoio logístico.
Recordo-me de algumas iniciativas, tal como as cerimónias oficiais do Dia de Portugal que decorreram aqui em Beja, seguidas de uma presidência aberta por todo o distrito, a inauguração do Polis, entre outras em que o meu profissionalismo esteve aos olhos de todos e inclusivamente fui elogiada publicamente por muitos, principalmente por aquele que deixou de herança para o novo executivo aquilo que ele nunca teve coragem de fazer.
Lamento que o processo tenha sido este.
Lamento que, de um momento para o outro, eu sou acusada de ser do PSD porque o meu namorado é deputado municipal eleito por essa lista. Como se eu não tivesse já dado provas de que não sou mulher para me deixar influenciar. Tal como anteriormente nunca ninguém me viu em nenhum comício do PCP. Pode ser que à terceira acertem de vez.
A ética e o bom senso é linguagem que nem toda a gente entende.
Sou uma jornalista com carteira profissional e desde o primeiro momento em que comecei a exercer funções de assessora de imprensa entreguei a minha carteira profissional na Comissão da Carteira Profissional de Jornalista. Segui escrupulosamente um código que impingi a mim mesma que foi o de respeitar a deontologia de todos os jornalistas e nunca me vinculei a nenhum partido político.
O que mais lamento é que os ciúmes de um indivíduo sem escrúpulos e a inveja de um sem carácter tenham tido seguidores ao ponto de não ter existido ninguém com humanidade suficiente para ver a tremenda injustiça que se está a fazer. Tanto que mais que até podia ter tomado outras medidas, tal como alteraram o contrato e vencimento para o ordenado mínimo nacional ou até mudarem as minhas funções para telefonista no Canil Municipal mas nunca um corte radical e com as razões ridículas que me apresentaram e logo a mim que conheço esta casa por dentro e por fora, pois é do conhecimento geral que crio sozinha dois filhos.
É lamentável que se tenha chegado a este ponto e que a imaturidade de quem manda tenha sido tão cega.
Mas paciente é coisa que sei ser e vou seguir a minha vida com a tranquilidade que consegui alcançar. Nunca precisei de prejudicar ninguém para alcançar seja o que for. Orgulho-me de dar passos livres de amarras.
A incompetência de alguns dos que cá ficam será suficiente para provar a razão das minhas palavras.

1 de Agosto 2006