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Ao longo de dois meses escrevi aqui no Aliciante, sob o título de "À luz dos dias", o que estava a acontecer na minha vida e entendi por bem, ao longo de 9 posts revelar aquilo que quase ninguém sabia.
E porque o que aqui vou escrever hoje é de tremenda importância para mim, aqui deixo os links para que cronologicamente se perceba como se chega ao episódio 10 daquilo que eu desejava ter sido uma novela daquelas que vemos, quando nos apetece, na televisão.
Mas não é uma telenovela.
É a minha vida, que é bem real, e hoje muitos tiveram a oportunidade de testemunhar o quão difícil é viver na minha pele.
Ninguém tem noção do quanto muda a vida de uma pessoa quando de um momento para o outro se vê sem emprego.
A injustiça e frustração que se sente, aliada ao ter que resolver questões como a venda da casa, arranjar outro emprego, manter a estabilidade dos filhos para que eles nunca sintam nada do que se está passar, não é tarefa fácil.
Ainda no rol se junta o facto de se estar a todo o momento a aguardar um telefonema daqueles por quem nutríamos um respeito e amizade ímpares. Alguns ligaram, apareceram, deram abraços e palavras de conforto e se disponibilizaram para ajudar, outros perderam a oportunidade que não mais terão.
A maior parte das pessoas com quem falei sobre o que me estavam a fazer admiraram-se da minha calma aparente e tranquilidade com que enfrentei toda a esta situação.
Acho que na vida há momentos e oportunidades únicas e o tempo para eu tomar uma posição e colocar questões foi na noite passada (25 de Setembro) em que na Assembleia Municipal perguntei ao Presidente da Câmara porque razão me destituiu dos meus cargos e funções logo no dia da tomada de posse e em que critérios ou informações se baseou para tomar tal atitude.
A falta de resposta, por parte do Presidente, apesar de questionado duas vezes por mim, e que todos testemunham, foi ridícula mas a suficiente.
Hoje fecha-se uma etapa.
Hoje fecho atrás das costas uma porta.
À minha frente tenho um sem número de oportunidades que vou agarrar para continuar a dar aos meus filhos uma educação da qual me tenho conseguido sempre orgulhar.
Alguém me disse que os filhos todos se criam mas educar não é para todos.
A vida continua.
26 de Setembro de 2006
Comments
Li todos estes "episódios" com muito interesse. Em menos de dez minutos, soube quase tudo o que se passou em questão de um ano.
Tenho tanto pra opinar e ao mesmo tempo, nem sei o que dizer.
Apenas e que, primeiro que tudo, tenho muita pena de não ter feito parte da tua "lista" de amigos na altura, pois com certeza, teria lá estado pra te dar todo o apoio; e que (possivelmente ouviste isto muitas vezes) era previsível que tudo isto acontecesse.
Sentia-se uma grande nuvem de inveja e ciúmes à tua volta.
Tenho pena que a tua vida tivesse já dado tantas voltas, mas és e sempre serás uma mulher muito forte . Já deste provas a ti mesma que ultrapassas tudo! sozinha!...
Por isso, venha o que vier.:)
Posted by: Ana Sofia | junho 22, 2007 08:28 PM
Nunca, mas nunca te arrependas das decisões que alguma vez afirmaste.
Pois se voltasses atrás, nas mesmas condições e no mesmo espaço de tempo, voltarias a decidir exactamente o mesmo.
És forte e assim serás...
Posted by: Pardalito | julho 11, 2007 02:09 PM