Fresca e nítida
no ritmo alucinante
do silêncio entrecortado
pelos rumores do vento
que enfuna as velas
de feno e cardos mansos
assim respiras o dia
sob os mastros em tons
de sépia do entardecer.
Trago, a esta Mocinha que por aqui anda, sozinha, por entre o feno e os cardos mansos, a companhia de Vicente Cecim:
Centeio e luz
Eis a colheita e em ti nem ave há, e lá a fruta, fêmea de cinza
Te deixam as árvores, a fibra e a residência E vens
À noite,
segue em círculos a vida e a colméia Abelha
e vítima, os vícios do mal
Espera e canto
As estações
Trigal azul os dias
e os homens bebem um mar indo à deriva e invisível
escura hora passa em ti, Lugar de Véus
Centeio e luz, então
Só amanhecem o grão e a solidão
E na manhã, o teu chamado mais selvagem
Te anunciam eclipse e alimento
e a voz incinerada
e a incinerada asa entre clarões
e o limo e o vento e a ilha das desordens, pois és a erva real do verão
e dando adeus às sinas e à ruínas, uma vez mais está pronta a semente
Comments
Uma expressão da Natureza...!
Também aqui passo! jl
Posted by: jl | setembro 7, 2007 07:28 PM
Fresca e nítida
no ritmo alucinante
do silêncio entrecortado
pelos rumores do vento
que enfuna as velas
de feno e cardos mansos
assim respiras o dia
sob os mastros em tons
de sépia do entardecer.
Uma boa tarde de Domingo, Mad!
Posted by: Zenite | setembro 9, 2007 04:18 PM
Trago, a esta Mocinha que por aqui anda, sozinha, por entre o feno e os cardos mansos, a companhia de Vicente Cecim:
Centeio e luz
Eis a colheita e em ti nem ave há, e lá a fruta, fêmea de cinza
Te deixam as árvores, a fibra e a residência E vens
À noite,
segue em círculos a vida e a colméia Abelha
e vítima, os vícios do mal
Espera e canto
As estações
Trigal azul os dias
e os homens bebem um mar indo à deriva e invisível
escura hora passa em ti, Lugar de Véus
Centeio e luz, então
Só amanhecem o grão e a solidão
E na manhã, o teu chamado mais selvagem
Te anunciam eclipse e alimento
e a voz incinerada
e a incinerada asa entre clarões
e o limo e o vento e a ilha das desordens, pois és a erva real do verão
e dando adeus às sinas e à ruínas, uma vez mais está pronta a semente
Vicente Cecim, “Sonhos da lua e do sol”.
Boa-tarde, Mad!
Zénite
Posted by: Zenite | setembro 11, 2007 12:13 PM