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Hoje tive um diálogo fantástico

Um dos meus gajos pequeninos tem estado doente e hoje teve um embate no regresso às aulas.
Fui de manhã levá-lo à escola para conversar com a professora e explicar-lhe o que se passava com ele. Logo ali ele deu-me um abraço e disse "obrigada mamã".
Quando saiu da escola, à hora do almoço, liguei-lhe logo e contou-me que a manhã tinha corrido muito bem e que os colegas lhe tinham dado muito carinho. Depois de almoçar quis novamente ir à escola para sentir o ambiente, falei novamente com a professora que me tranquilizou dizendo que ele tinha estado bem calmo.
Chego a casa ao final do dia e disse-lhe aquilo que lhe digo sempre: "Tens algo para me contar?"
O André disse que o dia tinha corrido bem, que os meninos não gozaram com ele e que estava tudo bem. Mas eu senti o contrário.
Como estávamos nos avós não questionei mais apesar de ele ter jantado sempre de mão dada comigo o que é sinónimo de que algo se passa.
Chegados a casa sentámos-nos ambos no sofá enquanto o irmão tomava banho.
Conta-me André, disse-lhe.
Estou triste mamã, não gosto que andem à minha volta só porque estou doente e que me estejam a fazer festinhas e a perguntar se estou bem. Gosto mais que gostem de mim todos os dias, ou então que não gostem nunca. Por isso gosto sempre de me mostrar forte.

O meu gajo mais pequenino fez agora 9 anos e é sem qualquer margem de dúvidas filho da sua mãe.